Como escolher o carro ideal para o seu bolso?



Comprar um carro nem sempre é uma tarefa fácil, pois hoje temos inúmeras marcas e opções, e quando entramos em uma loja e vemos novos modelos com aquele cheirinho de novo, a emoção passa a nos dominar, e nesse hora surge o nosso maior inimigo, o impulso!

Muitas pessoas compram um carro sem pensar nos custos reais que esse carro terá sobre as finanças, pensamos apenas naquele momento e na nossa realização ao adquirir um bem.

Antigamente, o carro era considerado um investimento, porém hoje é apenas um custo, que em muitas vezes é necessário principalmente em um país que não nos fornece transportes de qualidade.

Bom, vamos direto ao ponto. Nesse artigo colocaremos algumas dicas para que o seu carro não se transforme no vilão do seu orçamento mensal.


1) Quanto você pode gastar por mês

Verifique em seu planejamento mensal, o quanto você poderá assumir de custos provenientes de um carro. Um boa dica seria comprometer no máximo, de 15% a 20% do seu orçamento mensal com os custos com o carro.


2) Fuja dos financiamentos

Os carros são patrimônios que sofrem altos efeitos da depreciação, ou seja, perdem aproximadamente 10% de seu valor por ano. Quando assumimos um financiamento, estaremos pagando os juros sobre o valor do carro na data da compra, ou seja, se o carro está depreciando e o nosso financiamento é calculado sobre o preço de compra do veículo, chegaremos num ponto em que o valor pago no financiamento será maior do que o valor de mercado do carro.

Fizemos abaixo uma simulação que demonstra o efeito dos juros frente à depreciação exercida sobre o carro. Nessa simulação, utilizamos um veículo de R$ 30.000, financiado à uma taxa de 2% ao mês por 36 meses, e o seu veículo sofrerá uma depreciação mensal de 0,84% aproximadamente. Observe o resultado:



No final do financiamento, o seu veículo terá um valor de venda de R$ 22.383, frente a um valor pago de R$ 42.371, ou seja, com os efeitos dos juros e da depreciação, ao final dos 36 meses você terá um veículo com aproximadamente metade do valor pago.


Outra simulação que podemos fazer é a de vender o nosso carro, e quitar o financiamento e ver quanto ficaríamos em mãos para a compra de um novo carro, por exemplo. Para isso decidimos efetuar o pagamento das nossas parcelas restantes a partir do mês 28.


No mês 28 de nosso financiamento, o valor depreciado do carro é de aproximadamente R$ 23.933, e faltam 9 parcelas para finalizar o financiamento. Trazendo as 9 parcelas a valor presente no mês 28, temos que pagar R$ 9.799, ou seja, ficaremos em mãos após a quitação do carro com R$ 14.134 (R$ 23.933 – R$ 9.799).


Se o financiamento for inevitável, tente financiar o seu veículo pelo menor prazo possível, e dando a maior entrada que puder. Os juros sobre veículos são altos, ou seja, dificilmente o mercado financeiro terá um retorno maior do que os juros mensais do financiamento de um veículo, então compensa mais quitar o carro o mais rápido possível do que deixar o dinheiro rendendo a uma taxa menor do que a financiada, pois você estará perdendo dinheiro. Por isso que aconselhamos a se planejar demais para comprar um bem.


3) Se planeje!

Se você quer adquirir um carro, o ideal seria pagar o mesmo à vista. Mas para que isso seja possível monte um plano de ação para ver o quanto você precisaria guardar e aplicar por mês para que num futuro próximo você possa comprar seu carro. Temos que deixar as emoções de lado e agir com a cabeça sempre, portanto tenha paciência e acumule uma reserva que possa auxilia-lo na realização dessa aquisição.



4) Não se esqueça que os carros possuem diversos custos


Durante a nossa trajetória, vimos diversos amigos adquirindo carros, e não conseguindo arcar com todos os seus custos. Temos que ter em mente que os custos do carro não se resumem a parcelas e gasolina apenas, mas a diversos outros, que devem ser considerados no momento da compra para que o seu orçamento não sofra. O carro ideal é o que cabe no bolso!

Alguns custos que devemos considerar:

  • Financiamento (se for inevitável)

  • Seguro (Aproximadamente 5% do valor do carro)

  • IPVA (Aproximadamente 4% do valor do carro)

  • DPVAT (Seguro Obrigatório)

  • Combustível

  • Estacionamento

  • Manutenção

  • Depreciação (Aproximadamente 10% do valor do carro por ano. Esse valor deve ser considerado como “despesa”, pois você precisará dessa quantia na aquisição de um veículo 0Km idêntico)

  • Despesas Extras (Lavagens e etc...)

Para que possamos entender melhor o efeito dos custos sobre a renda, simulamos a compra de um carro por uma pessoa que ganha R$ 5.000, e adquiriu um carro de R$ 30.000 financiado (seguindo os parâmetros de juros e prazo do exemplo dado no item 1). Veremos se esse carro, nessas condições cabe no bolso dessa pessoa.



Na simulação acima, vemos que os custos mensais do carro estão muito pesados para a renda dessa pessoa, ou seja, o ideal seria escolher um novo carro, ou dar uma entrada maior para diminuir a parcela, ou preparar o orçamento mensal inteiro para arcar com uma responsabilidade de 48,2% sobre ele, o que é muito pesado. O ideal é que se comprometa no máximo 20% do orçamento mensal, conforme falamos no item 1.



48 visualizações

Criado por Stardust Agência.