Fiquei em Choque com Isso! O Brasileiro Precisa de Educação Financeira!



No dia 02/11/2020 vi um post do jornal O Estadão com uma reportagem com um garoto de 12 anos chamado Felipe Molero que iniciou seus investimentos em ações aos 10 anos, e desde então colhe frutos financeiros desse empreendimento além de começar a ter certa fama no mercado, pois realmente é um jovem muito novo e com uma capacidade/coragem que muitas pessoas com bem mais idade não tem.

Após ler a reportagem, achei curioso e gostei do que vi, pois enquanto muitos jovens tem interesses dos mais diversos, ele optou por esse mercado, ao qual sou apaixonado e tenho empresas voltadas a esse mundo, e fiquei pensando, que bom exemplo ele pode ser num país tão problemático financeiramente como o nosso.

Após finalizar a minha leitura, fui ver os comentários no post, pois acreditava que encontraria diversas pessoas que elogiariam a matéria e o rapaz, mas não foi o que encontrei. O que vi foi uma enxurrada de críticas e julgamentos com o rapaz, e muitos deles extremamente agressivos.

Muitos criticavam o fato dele ser um “filhinho de papai”, outros diziam “lugar de criança é brincando”, outros diziam “queria ver se tivesse família para alimentar se faria isso”, outros ainda falavam “ganhando mesada todo mês fica fácil” e ainda, alguns de forma mais sem contexto diziam “com o país nessa condição, com desemprego ele fica apostando na bolsa sem produzir nada”. Bom, uma mescla de comentários ignorantes, agressivos e em sua grande parte burros, pois além da falta de contexto, expressavam uma falta de conhecimento profundo.

Quando li tais comentários, ficou claro para mim como o sucesso incomoda, pois todos que estavam tecendo tais comentários poderiam e podem fazer a mesma coisa, ou seja, se dispor a aprender e iniciar seu caminho no mercado financeiro, independente da origem, pois o mercado financeiro é um ambiente democrático que permite espaço para quaisquer investidores de quaisquer tamanhos.

Mas não é o que encontramos, pois na maioria das vezes vemos pessoas que infelizmente são reativas, que amam culpar os outros ou coisas por seus erros e insucessos, o que é uma pena, pois acredito que a chave do crescimento é sabermos o que não sabemos, e assim nos permitimos a evoluir.

Bem, o que achei mais curioso disso tudo é que Warren Buffett, o investidor mais cultuado de todos os tempos, utilizado como exemplo de capitalismo e ao mesmo tempo um filantropo que fez doações bilionárias ajudando o mundo muito mais que grande parte dos críticos desse post fez a sua primeira compra de ações aos 10 anos numa viagem que fez à Nova Iorque para visitar a bolsa e assim teve a oportunidade de adquirir papeis de uma empresa para ele e sua irmã. Ironia, não?

Em suma, casos como desse jovem rapaz podem se tornar lá na frente um Warren Buffett brasileiro, que através de suas ações e patrimônio financeiro que poderá crescer ao longo dos próximos anos pode empregar grande parte dos críticos desse post. Mas bom, deixa ficar com os pés no chão. Foi apenas um pensamento alto.

Bem, pensando no que uma das críticas disse que crianças não deveriam fazer isso e sim brincar, fico me imaginando com 12 anos na escola, período ao qual eu dedicava ou pelo menos tentava aos estudos.

Se nesse período a escola substituísse livros como “Os Lusíadas”, “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, “O Primo Basílio”, “Os Sertões” dentre tantas obras que podem ser incríveis mas não para uma criança por “Pai Rico, Pai Pobre”, “O Negócio do Século XXI”, “Investimentos Inteligentes”, “O Investidor Inteligente”, “Casais Inteligentes Enriquecem Juntos”, “Faça fortuna com ações antes que seja tarde”, dentre outros, sem dúvida teria me poupado muito mais tempo em minha fase adulta para acumular meu primeiro milhão.

Infelizmente o tema dinheiro para o brasileiro não é algo confortável e isso se deve diretamente a falta de Educação Financeira que temos em nossa infância. Se o brasileiro fosse um povo que que se sentisse melhor com o dinheiro em sua vida, que aprendesse a trocar a palavra ganhar por fazer dinheiro, sem dúvida teríamos um país mais próspero.

Acredito que o conforto de um povo frente ao dinheiro faz um país ser mais ou menos próspero, e muitas vezes em posts como esse do Estadão vejo que o caminho do brasileiro ainda está muito distante.

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Criado por Stardust Agência.