Os Investimentos Mudam Conforme as Fases da Vida?

Atualizado: 20 de set. de 2021


Iniciei meus investimentos quando tinha 18 anos e ressalto que na ocasião cometi uma série de erros e perdi muito dinheiro naquele momento. Depois de algum tempo notei que esses erros foram preciosos pois me fizeram amadurecer mais rápido. Hoje vejo claramente que se não há riscos, não há evolução.


A maior parte das pessoas são bombardeadas por amigos, programas televisivos, jornais, mídias sociais quando o assunto são investimentos, e infelizmente muitos desses comentários acabam se mostrando reticentes quanto aos riscos. Somado a isso as pessoas de uma forma geral batalham muito para conquistarem seu dinheiro através de sua profissão ou empresa e morrem de medo que esse capital suma.


Sendo assim, vemos uma legião de pessoas que acabam morrendo de medo dos riscos e passam por certas fases da vida sem se exporem.


O grande problema disso é que ao fazerem esse ato abrem mão de aprendizado e naturalmente de melhores rentabilidades que investimentos “seguros” não oferecem, e esse ponto pode fazer uma imensa falta no futuro.


O que recomendo?


Que as pessoas que estão numa fase mais nova da vida corram mais riscos em busca de rentabilidades maiores, pois podem errar. Elas têm tempo para isso.

À medida que o tempo vai passando, e elas se tornam mais velhas, a parcela dos investimentos mais arrojados diminui dando espaço para os investimentos mais conservadores.

A ideia é que o período mais arrojado possa gerar um patrimônio adicional que faça bastante diferença no futuro do investidor.


Uso essa regra em minha vida!


Lembro de um paper que li há alguns anos que dizia que uma forma de alocar meu capital poderia seguir essa métrica:


Minha expectativa de vida: 100 anos

Minha idade: 36 anos

Diferença: 64


Ou seja, 64% do meu patrimônio eu alocaria em produtos mais arrojados e o restante em produtos mais conservadores. Naturalmente, no ano seguinte, ao completar 37 anos, diminuiria 1% de minha carteira na fatia arrojada e alocaria na parte conservadora.

Com essa regra eu acabaria modificando a minha carteira gradativamente conforme o passar dos anos, visto que poderia ter uma carteira mais volátil à medida que fosse mais jovem e me tornaria mais conservador à medida que fosse envelhecendo.


Claro que existem dentro das instituições financeiras o API, Avaliação de Perfil do Investidor, o que considero incompleto, pois ela faz uma menção ao conhecimento atual do investidor não ao perfil de aceitação de risco.


O que quero dizer por exemplo é que um empreendedor, que aloca parte de seus recursos em uma Startup por não conhecer bem o mercado financeiro pode ter seu perfil tido como conservador após responder um questionário de API, o que não é real, visto que em seus investimentos em Startups tendem a ter um risco maior que no mercado financeiro.


Por isso defendo a regra acima de forma complementar ao API e ao trabalho de informação de um Assessor de Investimentos.


Mas essa mudança de perfil pode fazer diferença mesmo?


Tomando como base que no longo prazo investimentos em produtos de renda variável tendem a bater a rentabilidade de produtos de renda fixa, vamos pensar no seguinte caso.


- Um rapaz inicia seus investimentos aos 20 anos, aplicando mensalmente R$100,00 e pretende investir dessa forma até seus 40 anos.

- Para esse exemplo vamos supor que a taxa de retorno médio dos investimentos de renda fixa seja de 3% ao ano.

- Enquanto isso vemos uma carteira alocada em produtos de renda variável que tenham uma volatilidade considerável, apresentando percentuais negativos em alguns meses e positivos em outros períodos, mas que na média de 20 anos apresenta um retorno de 5% ao ano.


Com uma diferença de apenas 2% ao ano, teríamos na carteira conservadora um retorno de R$32.685, enquanto no retorno com a carteira mais arrojada que apresentou no período uma grande volatilidade gerou um montante de R$40.580, ou seja, uma diferença de R$7.895, o que significa 24,15% adicionais. Uma excelente diferença.


Claro que se uma pessoa pretende iniciar seus investimentos em produtos mais arrojados e precisa desse capital a todo o momento não recomendamos pois como o mercado possui uma oscilação maior que em produtos conservadores o investidor pode ter que realizar tal alocação assumindo um possível prejuízo.


Por isso sempre saliento que se a opção for pela renda variável, pense no longo prazo!


Ao longo da jornada como investidor, à medida que for envelhecendo temos que incluir outras estratégias na carteira, como por exemplo a sucessão patrimonial. E a RV4 Investimento pode te ajudar em todas as fases, entre em contato com a gente e saiba mais!


Trecho extraído do ebook: Os 11 maiores erros dos Investidores


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