A Renda Fixa Morreu?




Há alguns poucos anos atrás os investidores encontravam taxas de juros (Selic) a 14,25% ao ano, ou seja, significava que sem correr riscos relevantes um investidor poderia pegar seu capital, aplicá-lo e vê-lo dobrar em 5 ou 6 anos.


Incrível! E o Brasil acabou se tornando um país de rendistas, pois não fazia sentido ter um retorno de 14,25% ao ano sem riscos e trocá-lo por um investimento que pudesse render a 20% ao ano com riscos.


Isso criou uma cultura péssima, pois muitas pessoas perderam a noção de risco x retorno, ou seja, elas acreditavam que rentabilidades de pelo menos 1% ao mês deveriam ser algo normal, e saliento esse ponto pois com inúmeros clientes encontramos essa convicção com relação a rendimentos.


Ao longo dos anos, o padrão fiscal brasileiro foi mudando, reformas foram feitas, e isso abriu espaço para que a taxa de juros pudesse se acomodar a níveis menores, e isso fez com que a Selic chegasse ao seu menos patamar histórico, 2% ao ano em 2020, e o impacto na má cultura do investidor foi forte, pois o prazo de mudança na dinâmica dos juros foi muito rápido.


Hoje por exemplo, uma pessoa para ter o seu capital sendo dobrado necessita de mais do que 5 ou 6 anos, ou melhor, precisa de muito mais tempo, cerca e 35 anos com a rentabilidade a 2% ao ano.


Essa mudança fez com que as pessoas tivessem que mudar seu perfil muito rapidamente se quisessem ampliar a sua rentabilidade, o que de certa forma é um grande choque, pois uma pessoa conservadora mudar para moderada nem sempre é algo saudável no curto prazo, pois estômago para risco, mesmo que pequeno é algo que leva anos para ser desenvolvido.


Essa dinâmica diferente é facilmente observada com o crescimento de CPFs na bolsa de valores, que subiu de forma intensa e continua, pois as pessoas optaram por se “aventurarem” na bolsa pois não queria seu capital rendendo pouco.


E então, sempre vemos a pergunta constante sobre, mas a Renda Fixa morreu?


E a resposta é não. Ela está viva e bem viva.


As pessoas tendem a achar que renda fixa é Selic, e isso é um erro, pois a dinâmica da renda fixa e da renda variável é igual, oferta e demanda.


Por exemplo! Quando um banco precisa se capitalizar para emprestar dinheiro e assim aumentar seu lucro operacional, ele emite um CDB, e naturalmente ele não poderá emitir um CDB que não seja interessante ao investidor, pois não faria sentido, e assim sendo nesses casos visualizamos taxas muito boas.


Outro exemplo, no fim de novembro de 2020 tivemos para nossos clientes um CDB especial que pagava IPCA + 7,1% ao ano, ou seja, se a inflação se manter em aproximadamente 3% ao ano, estamos falando de um rendimento de 10,1%, ou seja, 5 x mais que a taxa Selic.


Esse rendimento por exemplo é superior ao de muitos investidores que estão na renda variável, então voltando a questão central desse artigo, se a Renda Fixa morreu? A resposta é não, existem inúmeras oportunidades.


Mas onde acesso essas oportunidades?


Esse é o ponto! O mercado de renda fixa é dinâmico, ou seja, à medida que a curva de juros abre ou fecha, as oportunidades de renda fixa mudam também, e estar atento a esse movimento pode gerar excelentes frutos para a sua carteira.


Ter um assessor de investimentos ao seu lado é essencial, pois ele é um profissional que estará acompanhando o movimento do mercado, estará avaliando as oportunidades e as conectando ao seu perfil, e por isso que é tão importante essa conexão.


O gerente de banco não fará isso por você, pois ele não tem muitas vezes produtos de qualidade para trabalhar e por muitas vezes ter inúmeras atividades em seu dia não consegue dar foco ao mundo de investimentos, e quem sofre é o cliente.


O trabalho do assessor de investimentos por ser focado em investimentos, busca possibilidades que encaixem ao perfil do cliente a fim de aumentar a sua rentabilidade aliada a proteção.





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Criado por Stardust Agência.