Seu Veículo Depreciado? Nunca Mais



Se você tem um bem, ele deprecia ao longo do tempo, por vários fatores, desde o mercado, liquidez, forma de uso, inovação, entre outros. Mas pelo menos para mim, o que mais me incomodava era a hora que chegava numa loja para vender ou trocar meu carro, que raiva.

Mas o mais interessante é que a depreciação veicular faz parte da cultura do brasileiro, pois como esse tão sonhado bem é uma das principais aquisições da vida de um brasileiro normal, perdendo apenas para a casa própria, o sentimento sobre ele é muito intenso.

Ao retirar da loja, um carro zero chega a depreciar imediatamente 20%, e gradativamente vai depreciando ao longo dos anos, vide quando precisamos vender e comparamos o valor da FIPE com o que pagamos por aquele carro e o quanto o mercado está disposto a pagar, ou seja, uma tristeza danada.

Por isso optei por escrever esse artigo para ajudá-lo financeiramente a compreender como minimizar esse impacto financeiro na hora de trocar de veículo.

Como?

Simples. E vou colocar a todos o que faço com minhas finanças quando o tema é carro. Recentemente troquei meu carro, o que faço a cada 3 anos.

Por mais que financeiramente não compense, eu gosto de comprar carro 0 km, ao invés de veículos com 1 ano de uso, o que é uma eterna briga com meu sócio Rafael Grisanti, pois realmente, pensando apenas no aspecto financeiro não vale a pena, pois veículos com pouco uso (1 ano) depreciaram aproximadamente 20% e ainda estão novos.

Mas ok, essa discussão deixamos para depois!

Sabendo que de 3 em 3 anos eu troco meu carro, significa que se eu adquiro um carro, e daqui há 3 anos irei trocá-lo por outro, um carro que foi comprado a R$100.000 quando for efetuar a troca estará aproximadamente R$70.000, sendo que se eu quiser manter o mesmo padrão de veículo, eu terei que tirar R$30.000 do meu bolso, o que para muitos brasileiros não é uma realidade, e o que acaba acontecendo é que ou esses R$30.000 serão financiados, ou o seu padrão de carro terá um downgrade e você que antes andava com um carro de R$100.000 agora anda com um de R$70.000.

Mas o que você faz?

Bem, sabendo dessas minhas premissas faço algo muito simples. Eu simplesmente calculo o quanto de depreciação terei por mês, e esse valor eu começo a pagar para mim mesmo, numa reserva que dou o nome de RESERVA CARRO, pois no momento que for trocar meu carro posso sacar meu dinheiro, com os devidos rendimentos e completar o valor que deveria dar para pegar um carro no mesmo padrão que estou acostumado.

Aloco geralmente esse capital num fundo de investimentos de renda fixa com baixa taxa de administração e que remunere pelo menos 105% do CDI.

Mostra um pouco mais dessa conta!

Claro! Vamos lá!

Se meu carro vale R$100.000 quando saio da loja, e no primeiro ano considero que terei 20% de depreciação, no segundo considero 10% e no terceiro mais 10%, então tenho o seguinte cenário.

Ano 1: R$100.000 x 20% = R$100.000 – R$20.000 = R$80.000

Ano 2: R$80.000 x 10% = R$80.000 – R$8.000 = R$72.000

Ano 3: R$72.000 x 10% = R$72.000 – R$7.200 = R$64.800

A diferença entre o valor de compra R$100.000 – R$64.800 (valor estimado em 3 anos) = R$ 35.200 (depreciação)

Sabendo que ficarei com esse veículo por 36 meses, divido esse valor pelo prazo, ficando com R$35.200 dividido por 36 = R$977,78

E esse valor aplicarei mensalmente. Ou seja, ao invés de pagar uma parcela de financiamento, prefiro pagar a mim mesmo e eu ficar com os juros como rendimentos ao invés de pagar os juros para alguém.

Vamos olhar a rentabilidade então?

Pensando que mensalmente por 36 meses eu vá depositar esse valor para o meu fundo de investimento, considerando que o mesmo me renderá 105% do CDI líquido de taxas e impostos, e considerando que o CDI ficará em 3% ao ano, após 3 anos aplicando, eu teria um total de R$ 36.762, ou seja, quase R$1.500 a mais para que eu use como bem entender.

Vale lembrar que esse exemplo foi apenas ilustrativo, mas que a ideia era ajudar você a melhorar a sua gestão financeira. Essa forma de trabalhar com a depreciação é usada por empresas para terem menores impactos no momento de trocar seu maquinário por exemplo.

Vale a pena você avaliar o seu veículo, quando mais ou menos seria a depreciação do mesmo pelo prazo que pretende ficar com ele e pagar a si mesmo ao invés de pagar um financiamento.

Espero que esse artigo tenha ajudado você a compreender ainda mais e melhor os caminhos do dinheiro em nossa vida!

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Criado por Stardust Agência.