6 Dicas Para Escolher um Fundo De Investimentos

Os Fundos de Investimentos são possibilidades incríveis de alocação de recursos, pois podemos contar com a gestão de experts do mercado para gerirem nossos recursos além de um excelente potencial de diversificação mesmo com poucos recursos. Porém, quando temos que alocar nossos recursos num Fundo de Investimentos e abrimos a nossa plataforma para definir qual será a melhor opção nos deparamos com uma infinidade imensa de Fundos, e por isso tendemos a decidir através de conceitos perigosos (irei comentar mais sobre isso), ou dependemos exclusivamente de profissionais para nos auxiliarem. Bem, como vocês sabem sou sócio de um escritório de investimentos, e naturalmente ajudamos nossos clientes a alocarem seus recursos, inclusive em fundos, e sempre buscamos gerar o melhor, tanto em qualidade como em alocação condizente com o perfil do cliente, mas não posso afirmar que todos no mercado mantêm um padrão de conhecimento e ético como o nosso, e por isso afirmo, cuidado com as indicações, mesmo que de especialistas. Agora, sobre os conceitos perigosos que comentei no segundo paragrafo diria que temos 2 como principais, que são geralmente os fatores que as pessoas utilizam para escolherem seus fundos, sendo que o primeiro é a rentabilidade histórica, ou seja, selecionam o fundo pelo retorno gerado no passado, o que não quer dizer que se repetirá no futuro, e segundo pela taxa de administração apenas, buscando alternativas “baratas”, mas que nem sempre são justificáveis pelo resultado ou pela estratégia desse fundo. Sendo assim, resolvi expor 6 pontos que eu uso para selecionar meus fundos de investimentos, e se você os utilizar poderão gerar um grau de segurança adicional em suas escolhas: EXISTÊNCIA DO FUNDO Gosto de fundos que apresentam resultados ao longo de muitos anos, pois com isso consigo avaliar a estratégia em diversos momentos da economia, conseguindo assim avaliar como o fundo se comportou em momentos de alta e queda, quais anos que ele conseguiu bater o seu benchmark, o mercado e outro indicador importante, e principalmente se o resultado apresentado ao longo dos últimos períodos faz sentido frente a Taxa de Administração que pretendem cobrar. Por exemplo, se um fundo gera um retorno médio de 6% ao ano, com a incidência de uma inflação média de 4% ao ano e uma taxa de administração de 2% ao ano, significa que meu resultado real foi 0% ao ano. Para mim não faz sentido, principalmente se o mercado/benchmark entregou mais. FUNDOS NOVOS Num mercado em franca expansão como o nosso, onde cada dia uma nova corretora se estrutura, e novas assets abrem, temos que avaliar que o ingresso de novos players é quase que constante, ou seja, muitos profissionais migram de entidades e instituições financeiras, e por isso não teremos um período longo de avaliação de resultados de fundos para compreender como a estratégia do gestor se comportou.

Sendo assim, compreendendo que temos excelentes gestores iniciando no mercado, vale compreender seu histórico e seus resultados em outras instituições, visto que o fundo ainda não apresentará um grande histórico. MOMENTOS DE CRISE Fundos de Investimentos, principalmente os fundos de categoria de Multimercados arrojados, e ações tendem a ter uma volatilidade parecida muitas vezes com a própria bolsa, porém temos que compreender que isso é normal, e investidores de longo prazo tendem a não sentir, pois ao longo dos anos se a estratégia for bem desenhada gerará excelentes frutos, mas em contrapartida no curto prazo sempre teremos uma oscilação maior e o investidor não deve se assustar. Bem, mas algo que gosto de observar é como o fundo se comportou em relação as crises, como foram seus gatilhos de proteção, e no Brasil temos um cenário excelente para isso visto que temos micro crises quase que mensais. Hoje, como base vejo os seguintes movimentos, Joesley Day, Pandemia/Covid-19 e processo de impeachment da Presidente Dilma Roussef. TIME X SHOW MAN Com a expansão das mídias sociais também vimos o aumento de blogueiros e influenciadores relacionados ao mercado financeiro, inclusive gestores de fundos. Isso é maravilhoso, pois assim os gestores podem ensinar muito ao público investidor sobre suas visões, estratégias, perspectivas e principalmente auxiliar a fomentar um mercado que é tido por muitos como complexo. Porém, temos que compreender se o fundo é fruto de uma cabeça pensante ou várias pessoas que colaboram, pois se porventura você investir num fundo e esse gestor que é fora de curva sair, como fica o fundo? Como fica a estratégia? Sendo assim, dou preferência a fundos de investimentos que possuem uma equipe multidisciplinar de excelência do que uma pessoa incrível. PARTNERSHIP X PERFORMANCE Existem vários modelos dentro dos fundos de investimentos, desde aqueles que tem uma estrutura com funcionários e colaboradores como aqueles que tem uma estrutura de cessão de cotas de sociedade, o tradicional modelo no mercado financeiro de partnership, onde as pessoas atuantes na empresa podem se tornar sócios por seus méritos. O benefício de fundos que possuem tal estrutura é devido a tendência de vermos um desempenho melhor quando tais pessoas participam da performance desses fundos, quando mais elas ganham mais elas correm. Por isso minha preferência por fundos que possuem esse modelo. SKIN IN THE GAME Esse conceito ficou popularmente conhecido através dos livros do investidor Nicholas Nassin Taleb, onde ele afirma que gestores que tem a pela em risco (skin in the game) tendem a ter posturas diferentes de quando ocorre o inverso. Por esse motivo, saber que o gestor e sócios dos fundos possuem o capital deles em tais fundos me motiva a investir, pois sei que estaremos no mesmo barco, onde o fundo ganhando também ganham, e perdendo eles perdem também, o que faz com que as estratégias sejam congruentes com aquilo que eles fariam com seu próprio capital. Claro que esses pontos são muito particulares, pode ser que alguns pontos você não concorde ou não se atente, ou adicionaria mais alguns, mas o fato é que devemos sempre ter um perfil avaliativo mais crítico, e investir é para mim a essência do questionar, ou seja, devemos questionar não com o cunho de duvidar, mas com o ponto de compreender os motivos concretos de uma boa decisão.

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