8 Lições que Aprendi com o Livro "Pai Rico, Pai Pobre"

Posso garantir que um dos maiores divisores que tive em minha vida foi a leitura do livro “Pai Rico, Pai Pobre”de Robert Kiyosaki, onde o autor conta a história de sua infância, onde teve a oportunidade de ter 2 Pais, sendo um o seu biológico que era bem formado e professor universitário, sem grandes pretensões financeiras em sua vida, e o pai de um amigo que Robert chama de Pai, que não teve muito estudo, mas que ao longo da vida através de empreendedorismo e investimentos pode construir uma vida financeira confortável. Nesse livro Robert aponta como a mudança de crenças sobre o dinheiro foi importante, desconectando o contexto imposto pela sociedade de que o sucesso virá apenas se uma pessoa seguir a tríade de boas notas na escola, ingressar numa boa faculdade e arranjar um bom emprego. Robert nesse livro demonstra conceitos importantíssimos sobre geração de renda e criação de ativos, e coloca neles a equação do verdadeiro sucesso, visto que através dos mesmos uma pessoa pode parar de trabalhar pelo dinheiro e sim fazer o dinheiro trabalhar por ela. Sendo assim, através dessa leitura e artigos selecionei 8 pontos importantes do livro que podem ajudar você a entender melhor o conceito desse importantíssimo livro sobre Finanças Pessoais e decisões financeiras. 1. Saia da Corrida dos Ratos O conceito de “Corrida dos Ratos” exposto por Robert nesse livro aponta para aquela roda de ratinhos que correm, correm, mas que não saem do lugar, pois continuam rodando sobre o mesmo eixo. E isso ocorre na vida de muitas pessoas que infelizmente seguem o ciclo de trocar suas horas por dinheiro num trabalho, ganhando assim seu salário que rapidamente é gasto com o aumento de contas e patrimônios e que forçam ainda mais o salário a crescer, gerando um ciclo sem fim de consumo de receitas, obrigando a pessoa a nunca parar de trabalhar para manter seu padrão de vida crescente intacto. A maioria das pessoas vive nesse ciclo e uma dica que o autor nos dá é que sempre devemos nos pagar primeiro, ou seja, ao invés de viver no ciclo de ganhar, gastar e o que sobrar guardar, ele pede para invertermos para ganhar, guardar (pelo menos 10%) e o que sobrar gastar. 2. “Ser Quebrado” é diferente de “Ser Pobre” Nesse ponto o autor fala sobre o medo das pessoas de tentarem sair do status quo, de tentarem algo diferente fora de sua zona de conforto, onde muitas vezes o resultado pode estar. As pessoas não tentam pois tem medo de falhar, tem medo de não conseguir, e infelizmente faz com que elas não apenas deixem de buscar algo novo, como também acabem conectando suas mentes a criticar quem tenta. Sendo assim, o autor diz que estar quebrado é um conceito momentâneo, que a pessoa pode através de uma desventura não ter obtido sucesso, mas que deve aprender e continuar, enquanto pessoas com a mente pobre nunca conseguirão grandes conquistas pois estão imersas em suas vidas sem “riscos”. 3. Não pare de estudar Outro ponto muito comentado pelo autor é no que tange o estudo, onde ele relaciona o estudo não ao padrão formal que conhecemos como ter um título de MBA, mas sim ao estudo que fazemos por conta própria, buscando conhecer novos mercados e tendências para que assim possamos torná-las uma realidade em nossas vidas. Nunca devemos parar de estudar, pois o mundo é muito dinâmico, e a única certeza que temos é a mudança, por isso sempre se atualize e busque estudar mercados potenciais. 4. Entenda o que são Ativos e Passivos Esse conceito é a chave do livro, onde Robert foge do conceito contábil de ativos e passivos em balanços patrimoniais conectando tal conceito a ativos, sendo algo que nos gera renda, e passivos algo que nos tira renda. Ele diz que a maioria das pessoas busca em suas vidas construir passivos, onde elas ganham e logo querem comprar uma casa, um carro, uma viagem e muitas outras coisas, e com isso consomem todo o seu capital. Ele diz que o melhor caminho é a criação de ativos geradores de renda através de nossas decisões e de nossa economia mensal, onde após alguns anos, esses ativos nos gerarão rendas que podem ser suficientes para pagar nossos custos de vida, nos tornando assim livres financeiramente. Por isso, o conselho do autor é que você ganhe seu capital e não compre bens e patrimônios e sim construa tais ativos, e ao longo do tempo com a renda desses ativos, você possa adquirir os tais passivos que tanto deseja.

Com isso fazendo o dinheiro trabalhar por você. 5. Não acredite em crenças limitantes Nesse ponto Robert comenta sobre os bloqueios das pessoas sobre dinheiro, onde muitas pessoas infelizmente são atingidas por conceitos de outras pessoas relacionadas a dinheiro e passam a construir narrativas erradas, minando suas decisões que atingem em cheio o futuro financeiro de diversas famílias. Por esse motivo o autor pede que muitas coisas sejam questionadas e que as pessoas sempre busquem se cercar de ciclos que podem adicionar valor as decisões nas mais diferentes áreas. O autor pede para que os leitores busquem especialistas e não pessoas que tecem opiniões. 6. Não trabalhe pelo dinheiro Nesse ponto Robert coloca 2 importantes pontos! O primeiro é que o trabalho deve ser pelo processo de enriquecimento, onde o sentido, ou seja, a meta devem ser o final da jornada, incentivando os leitores a compreenderem que o dinheiro será a consequência de boas decisões e estratégias efetuadas ao longo do tempo. O autor utiliza muito o mercado imobiliário como base de suas decisões, pois na sua realidade nos USA esse mercado se demonstrou muito promissor, algo que pode ser diferente dependendo do país e das oportunidades. Além disso, o ponto chave do livro é a questão de o leitor criar caminhos para que o dinheiro trabalhe por ele e não o inverso. 7. Seja um empreendedor e investidor Nesse item ele aponta o quadrante financeiro, onde ele diz que de um lado do quadrante temos empregados e autônomos que somam mais de 90% da população, mas que tem apenas 10% do capital, enquanto do outro lado temos investidores e donos de grandes empresas (com mais de 500 funcionários) que somam 10% da população, mas tem 90% do capital. Robert salienta a importância das pessoas migrarem de quadrante mesmo que iniciem devagar como uma renda paralela ou um plano B, pois caso elas optem por ficar no primeiro quadrante, fatalmente trocarão horas por dinheiro, e assim fugirão do conceito do livro de fazer o dinheiro trabalhar por elas, enquanto no outro lado do quadrante as pessoas fariam o inverso pois criam ativos que geram rendas. 8. Eduque-se financeiramente Por fim, a educação financeira, Robert é um dos maiores vendedores do mundo quando o tema é Educação Financeira, e ele defende esse conceito de forma veemente explicando a importância das pessoas buscarem tais conhecimentos para que assim possam ter uma vida melhor e de menos decepções. A falta da educação financeira faz com que muitas pessoas e famílias acabem, ou apresentem uma situação estressantes em seus relacionamentos, sendo assim, a educação financeira deve estar no item 1 de aprendizado das pessoas, pois com ela, muitas conquistas serão viabilizadas.

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