INSS: NUNCA CONTRIBUA COM O MÁXIMO

Escrever esse artigo é um mix para mim! De um lado feliz por ajudar quem quer a esclarecer esse universo financeiro, mas por outro uma tristeza por falar sobre o quanto a nossa forma de aposentadoria pública é ruim. Claro que muitos países tem sistemas de previdência social piores do que o nosso, mas justificar isso é a mesma coisa que falar para alguém que ela não morrerá queimada se entrar num vulcão em erupção se o ano for bissexto, em suma, não é porque algum país é pior do que o nosso em algum quesito que somos bons. Explicado esse ponto, como todos os brasileiro bem sabem, ou deveriam saber, a nossa previdência social é um problema muito grande, que por mais que tenhamos feito uma reforma da previdência recentemente, o problema ainda existe, e apenas foi postergado para a geração seguinte para resolver. Vamos colocar algumas premissas que são importantes para que possamos explicar o motivo pelo qual não gostamos nenhum pouco da contribuição à previdência social! Primeiro a rentabilidade, que é pequena, não temos como ter nenhum tipo de performance sobre ela. Ou seja, teremos que conviver com uma taxa de retorno que fica muito menor frente ao que o mercado conseguiria. Outro ponto é o fato de pagarmos por algo, e correremos um imenso risco de não receber. E sim, temos esse problema, pois a gestão de recursos por parte do governo não é algo a se vangloriar, e sendo assim, o que garante que em 20, ou 30 anos alguém irá pagar algo a você. E por último, mesmo que pague, a probabilidade desse benefício conseguir arcar com o seu padrão de vida é nulo. Mas só tem pontos negativos? Não. Tem um ponto positivo! Pelo menos a meu ver! Os benefícios da previdência social, tais como, Auxílio-doença, Auxílio-acidente, Salário-família, Salário-maternidade, e para os dependentes, Pensão por morte e Auxílio – reclusão. E o interessante é que pagando a contribuição mínima ou máxima você tem os mesmos benefícios, ou seja, uma relação custo x benefício muito boa, pois se fossemos comprar essas coberturas em uma entidade privada, pagaríamos um valor muitas vezes maior do que pagamos na contribuição mínima. Mas por que pagar o mínimo? Bom, no item acima a primeira justificativa! Onde pagando a contribuição mínima ou máxima você tem os mesmos direitos. Agora, falando de garantias, temos o seguinte! Ao contribuir com o mínimo que seria 11% x salário mínimo, você garante que no seu período de aposentadoria você receba um salário mínimo, nem mais e nem menos, pois está na lei. A Previdência Social não pode pagar um valor inferior ao salário mínimo. Agora, pagando o máximo de contribuição, que seria hoje em Maio/2020, R$6.101 x 20%, o que seria uma contribuição de R$1.220 aproximadamente, você tem direito a receber o teto, que seria hoje, R$6.101. Porém, estamos falando de Brasil e longo prazo, o que nada garante que lá na frente não teremos ajustes nesse valor, e você recebe menos do que era devido. E outro ponto relevante é que conforme a regra da previdência social aprovada recentemente após a reforma, o cálculo do seu benefício será baseado na médias dos salários desde Julho de 1994, ou seja, para ter o teto de aposentadoria, não adianta pagar o máximo de contribuição por um período, você terá que contribuir com o teto por um longo período para que a média de contribuições não seja afetada. Sendo assim, o que aconselhamos! Aconselhamos você a pagar o mínimo para a previdência social, pois isso “garantirá” uma aposentadoria pelo mínimo, que seria o salário mínimo vigente, e você teria direito a todos os benefícios. E a diferença entre o que você aportaria e o mínimo você invista em outro produto do mercado financeiro, tais como previdências privadas, fundos de investimentos, CDBs e assim por diante, pois esse dinheiro seria seu e o risco que corre é muito menor do que confiar no governo em relação a sua aposentadoria. A lógica é simples! Se o governo (independente de qual governo ou partido) não cuida direito do dinheiro dele, por que iria cuidar bem do seu?

INSS: NUNCA CONTRIBUA COM O MÁXIMO