Morte Financeira em Conta Gotas

Eu não fumo, e sem dúvida esse é um hábito que não consigo compreender, mas não fico julgando as pessoas, pois acredito que ela faz mal apenas a ela, pois por mais fedido que seja o cigarro, eu posso me afastar de um fumante no momento da tragada e não sofrer mais com seus efeitos por tabela. Claro que podemos argumentar que no instante que essa pessoa falecer e se porventura o problema seja oriundo do fumo as pessoas a sua volta sofrerão muito, mas sendo muito sincero, ninguém poderá afirmar que foi de forma repentina, pois se uma pessoa decide fumar, naturalmente ela assume o risco de morrer. Agora a grande questão é, o que o cigarro tem a ver com morte financeira, e já te adianto, apenas usei esse exemplo como analogia para o mundo das finanças pessoais. E acredito que se pudéssemos criar um amigo no mundo financeiro para o cigarro é o consumismo. E sim, ele é um vicio tão ruim quanto o fumo, pois depois de criado esse hábito dificilmente uma pessoa sairá dele sozinha. Em todos meus ciclos vejo pessoas que são mais ou menos consumistas e até alguns casos que são pouquíssimas adeptas ao consumo, mas devemos ficar atentos, pois com as mídias sociais e o marketing cada dia mais efetivo somos bombardeados diariamente por oportunidades incríveis, e muitas dessas ofertas muitas vezes nem sabíamos que precisaríamos, mas acabamos por nos interessar. Somado a isso vemos que o crédito está cada dia mais farto, em que uma pessoa mesmo sem uma grande renda comprovada consegue facilmente acesso a um cartão de crédito. Pronto. A bomba está criada. Muita oferta e muito crédito. O grande problema disso é que a velocidade do crédito é mais forte que a velocidade da educação financeira. E ainda vemos um outro fenômeno problemático que é a demanda reprimida, ou seja, por sermos um país pobre, as pessoas em muitas classes não tiveram realizado grandes sonho de consumo, e a medida que começam a ter crédito e não tem uma educação financeira razoável se sentem no direito de comprar o que quiserem. E claro que esse direito existe e é verdadeiro, o problema é justamente que as pessoas usam o crédito como aumento de renda, e antecipam um desejo no momento errado. Basta analisar quantas pessoas por exemplo estão enforcadas com parcelas de celular, laptop, apartamento, dentre outros. Bem, voltando a analogia do cigarro a esse artigo, quero alertar a todos que assim como o cigarro que cada tragada polui o pulmão do fumante diminuindo a vitalidade, saúde, qualidade de vida da pessoa, muitas vezes sem que ela perceba, nas finanças o consumismo causa o mesmo efeito, pois as pessoas que começam a se enforcar devido ao seu caixa comprometido começam a ter perda da vitalidade, da liberdade de escolher o que fazer ou trabalhar, e gradativamente vão morrendo consumidas por preocupações, stress, brigas em família e o sentimento de que a vida está passando e ela não está sendo realizadora. Se você sofre de consumismo ou tabagismo o melhor caminho é reconhecer seu vicio, e começar pela raiz. Corte seu cartão de crédito assim como você deve cortar o seu maço de cigarros, evite se expor a ambientes que causem o sentimento de magnetismo para seu vicio e procure uma atividade que possa substituir a gerada pelo péssimo hábito. Algumas pessoas podem comentar nesse momento que esses hábitos fazem mal apenas a ela e por isso podem continuar como bem entenderem, e para encerrar esse artigo, eu vou discordar. O menor mal que um fumante ou consumista faz é a si mesmo. O mal mesmo é refletido na família, nas pessoas que devem conviver com você que anualmente reparam a perda de vida, vitalidade, ambição, vontade que um vicio gera. Cuidado para não se entregar a péssimos vícios, pois eles apenas destroem nosso futuro consumindo o nosso presente.

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