Pensar no Presente e Não Investir Avaliando o Futuro

Investir é uma equação que devemos ponderar passado, presente e futuro. Olhar para trás para avaliar o que tivemos de pontos positivos e negativos, principalmente compreendendo os erros para que não sejam repetidos novamente. Grande parte dos erros cometidos na economia ou em nossas vidas já foram cometidos anteriormente, mas as pessoas e certas instituições possuem uma memória curta e por isso acabam por cometê-los novamente. Um exemplo disso é a inflação presente em nosso país que sempre acaba por retornar e quando tentamos identificar o motivo para tal efeito ocorrer sempre caímos em certos “dejavu`s”. Sendo assim, temos sim que compreender o que nos faz errar para que assim possamos nos moldar da melhor forma. Certos erros são controláveis e outros não temos muito o que fazer e por isso temos que compreender essa leitura para que possamos mudar as velas de nosso barco de forma antecipada para que possamos aproveitar uma mudança repentina do vento. Adicionando mais um fator a isso, coloco o otimismo infundado que rege a vida de muitas pessoas no ambiente investidor, onde alocam sua carteira sem pensar no médio e longo prazo torcendo para que sua alocação seja promissora. Se você tem apenas o foco no curto prazo pode perder dois excelentes momentos, sendo um para se proteger do que pode acontecer, ou para potencializar seus ganhos com a dinâmica de um novo cenário. Ressalto que o perigo não é apenas perder dinheiro, mas também o que deixamos de ganhar. Vamos pensar por exemplo em uma pessoa que opta por investir R$300.000 para sua aposentadoria, onde a sua intenção é que tal valor seja suficiente para bancá-la em tal fase da vida. Sua pretensão é de que esse valor seja aplicado por 40 anos. Supondo que estejamos no futuro, 40 anos a mais da data de hoje, período ao qual essa pessoa poderia usufruir de tal planejamento. Para alimentar ainda mais esse exemplo, essa pessoa fez escolhas ruins e manteve seus investimentos em taxas de retorno médio a 2% ao ano, e nesse mesmo período visualizamos uma inflação média de 2,2% ao ano, ou seja, seus R$300.000 corrigidos por 40 anos a uma taxa de 2% ao ano gerou um montante de R$662.412. Porém, como a inflação foi de 2,2% ao ano vemos que para uma pessoa manter o padrão de vida dela de R$300.000 atuais daqui a 40 anos, precisaria de R$716.402, ou seja, essa pessoa de nosso exemplo precisaria de mais R$53.991 a mais para manter seu padrão de vida, pois pelas suas escolhas ao longo da vida seu saldo final se tornou insuficiente. Por mais simples que seja esse exemplo, isso ocorre com muitos investidores que acabam por não driblar possíveis fatores que possam ocorrer em sua jornada investidora e acabam por não criar um futuro de tranquilidade financeira. Por isso é tão importante compreendermos que decisões hoje podem gerar frutos bons ou ruins no futuro, e temos que ser atentos como investidor. Não podemos negligenciar nada em nosso caminho. Abaixo exponho algumas perguntas importantes que você pode fazer para avaliar melhor seu caminho rumo a um futuro proveitoso: Você poupa valores mensalmente? Suas dívidas atuais atrapalham seu poder de poupança atual? Você possui bens com baixa liquidez? Possui investimentos alocados em moeda forte, ou todo seu investimento está no Brasil? Seus investimentos conseguem superar a inflação? A taxa de suas dívidas é maior que a taxa de retorno de seus investimentos? Você possui planos de previdência para gerar benefícios fiscais em sua vida? Sua carteira está protegida contra possíveis desvalorizações do real? Você já pensou em processos de sucessão patrimonial? Sua carteira está preparada para uma mudança na taxa de juros? Com uma possível disparada da inflação, como está a saúde de sua carteira? Atualmente você possui liquidez para aproveitar assimetrias da economia e acelerar o acúmulo de seu patrimônio? A volatilidade de sua carteira está adequada com o seu perfil de investidor? Trecho extraído do ebook: Os 11 maiores erros dos Investidores

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